Data: 13.07.2010 - Fonte: CQCS
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) recolhe munição para iniciar combate contra a proposta de criação da seguradora estatal. Para começar, a entidade está reunindo pareceres jurídicos e elaborando um anteprojeto de lei alternativo à criação da EBS – Empresa Brasileira de Seguros.Em comunicado distribuído para a imprensa nesta terça-feira, a CNSeg informa que considera a proposta “inoportuna” e que a abertura da EBS representa um claro conflito de interesses uma vez que põe o Brasil na singular condição em que o Governo se transforma em segurador de seus próprios contratos, assumindo os riscos de seus próprios empreendimentos. “Quem paga a conta é o Tesouro Nacional – ou seja, o contribuinte”, adverte a confederação.Em outro trecho do comunicado, a CNSeg adianta que a base da sua proposta é que se utilize os fundos garantidores como garantia adicional nos casos em que o mercado como um todo chegar a conclusão de que não tem capacidade para oferecer. Esse fundo seria administrado pelo BNDES e disponibilizado para as seguradoras quando e caso necessário, sem necessidade de atuação de uma seguradora estatal. A CNSeg lembra ainda que a possibilidade de o Governo criar uma estatal na área de seguros já foi defendida pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ganhou corpo ao circular em junho a minuta da medida provisória determinando que EBS poderá operar em qualquer modalidade de seguros, incluindo o habitacional para baixa renda, crédito à exportação e à aquisição de máquinas e implementos agrícolas, crédito a micro, pequenas e médias empresas, além do seguro garantia para projetos de infraestrutura e construção naval. “O documento surpreendeu o setor não só por seu despropósito, mas especialmente porque estes segmentos já são amplamente atendidos pelo mercado privado. Além disso, a abertura do mercado ressegurador brasileiro, em 2008, permitiu ao Brasil acesso à capacidade global de recursos, garantindo assim um relacionamento direto com o mercado internacional e facilitando muito a realização de seguros de grande porte”, acrescenta o comunicado. Por fim, a entidade reafirma que seus associados não aceitam os supostos argumentos relativos a
o seguro garantia em que o governo alega que o setor privado não tem capacidade para fazer frente à grande demanda por seguros das obras do PAC e dos eventos esportivos de 2014 e 2016. “Uma prova inconteste dessa capacidade são os números do setor, que demonstram o grande potencial da indústria, que movimentou, em 2009, R$ 109,2 bilhões em prêmios, representando 3,56% do PIB”, destaca.Leiam a noticia do Estadão:A Venezuela pretende criar uma grande empresa estatal de seguros, afirmou hoje o presidente Hugo Chávez,
clique no link abaixo:
http://www.cqcs.com.br/noticias_detalhe.asp?iidArea=1&iidNoticia=53313&cdPrevia=home
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,chavez-venezuela-deve-criar-grande-seguradora-estatal,476880,0.htm
http://www.cqcs.com.br/colunas_detalhe.asp?iidarea=16&iidNoticia=53262&filtro=0&pag=0,53262,51964,51250,50686,50080,49985,49972,46114,45262,44920&lk=0iidarea=16&iidNoticia=53262&filtro=0&pag=0,53262,51964,51250,50686,50080,49985,49972,46114,45262,44920&lk=0


Nenhum comentário:
Postar um comentário